Eventos inspiradores

                                PROJETO MISSIONÁRIO ALÉM FRONTEIRAS

                  Regionais NE 4 e NE 5 da CNBB e Diocese de LICHINGA – Moçambique

Eventos  inspiradores para o Projeto Missionário Além Fronteiras (PMAF)

Igrejas Irmãs

      Desde os anos 70, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), através da Linha 2 (Ação e Animação Missionária) promoveu um grande ardor missionário, lançando o Projeto IGREJAS IRMÃS. Este Projeto visava à ajuda/colaboração das Dioceses mais abastecidas do Sul do Brasil para com as Dioceses carentes do Norte e NE. Foi uma experiência que ainda hoje continua, em alguns casos, nos moldes iniciais (ajuda financeira e envio de agentes de pastoral). Nos últimos anos, vingou o Projeto de ajuda para com a Amazônia, para a qual todo o Brasil está voltado e comprometido.

Congressos Missionários Latino-americanos

Na segunda metade do século passado (de 1977 em diante…), foram providenciais os Congressos Missionários Latino-Americanos (COMLAs) e, a partir do COMLA 6 passaram a serem chamados também Congresso Americano Missionário (CAMs). O próximo, marcado para 22 a 27 de janeiro de 2013 em Venezuela, será o CAM 4 – COMLA 9. Todos eles focaram a dimensão universal (Ad Gentes, Além Fronteiras…) da missão.

Particularmente, os COMLAs 4 e 5, celebrados respectivamente em Lima – Peru e Belo Horizonte – Brasil, deram um grande e renovado incentivo à dimensão missionária além fronteiras, motivados por aquilo que a Conferência dos Bispos Latino-americanos propuseram em Puebla (1979): “Nossas Jgrejas, já receberam muito das Igrejas européias… Está na hora de nós também darmos de nossa pobreza…” Os COMIREs (Conselhos Missionários Regionais) do NE 4 e NE 5 participaram dos COMLAS e trouxeram para as dioceses as reflexões e as propostas, juntamente com um grande entusiasmo missionário.

Os Missionários Combonianos

Em 1952 os Missionários Combonianos chegaram ao Sul do Maranhão (Balsas) para iniciarem o trabalho missionários. De Balsas, sucessivamente, se espalharam para outras dioceses da mesma região NE, atendendo a situações de maior carência. Inspirados no carisma de S. Daniel Comboni e, particularmente incentivados pela Igreja do Brasil, decidiram abrir o Centro de Formação e Animação Missionária (CEFAM) – em Teresina – PI, com o objetivo de oferecer uma assessoria específica na dimensão missionária do Além Fronteiras.

Não foi fácil inserir nas pautas das Assembléias diocesanas, regionais, nem nas reuniões dos Bispos, a preocupação de lançar nossas comunidades e igrejas locais, para além das atividades circunscritas ao âmbito geográfico das Dioceses. Era freqüente escutar, diante da proposta de enviar missionários para outros continentes… (Foi o grito de um dos COMLAS: “América Latina, envia missionários!”…): “Mas… as nossas Dioceses necessitam de agentes… Nosso povo é pobre!”, escutava-se!

Curso de formação missionária

Do CEFAM partiu a iniciativa de Cursos de formação missionária para agentes das pastorais dioicesans ou/e paroquiais (padres, religiosas e leigos…); cursos esses que se manifestaram logo como uma bênção de Deus, pois despertaram muito entusiasmo. Nasceram iniciativas como: o Ano Missionário, em várias dioceses; as Santas Missões Populares….

Mas, não eram suficientes ainda… Era preciso abrir-se ao Além Fronteiras.

O NE é pobre sim, mas “ninguém é tão pobre que não tenha nada a oferecer”: em termos de fé, Deus não se deixa vencer em generosidade… Não faltarão vocações para as nossas comunidades, lá onde nos preocupássemos em enviar sacerdotes, religiosas e leigos.. que levariam a longa experiência das CEBs, da promoção dos leigos, do empenho com os marginalizados… e tudo isso, numa atitude de pobre para pobre!…

O grande incentivador foi padre Franco Masserdotti (Dom Franco), antes e depois de ter sido consagrado bispo de Balsas e se tornou responsável pela dimensão missionária no Regional NE 5, coadjuvado pelo então Dom frei Cândido Lorenzo González, então bispo da diocese de S. Raimundo Nonato – PI e por Dom Augusto Alves da Rocha – bispo de Oeiras/Floriano, responsáveis pela dimensão missionária no NE 4; e pelas equipes do CEFAM e dos COMIREs.

Projeto Missionário Além Fronteiras

A escolha do campo da experiência de Missão Além Fronteiras, foi discernida através contatos (de pessoas ou por cartas) com alguns bispos do Moçambique: país africano, de língua portuguesa. Esses dois critérios foram fundamentais: África e Língua portuguesa. A África se tornou parceira do Brasil por toda história passada, nem sempre gloriosa… Africanos vieram como escravos e fizeram, com sua cultura e seu trabalho, uma boa parte da história do Brasil; a língua portuguesa facilitaria o contato e a compreensão para os/as missionários/as se inserirem no ambiente de missão.

Contemporaneamente, continuaram a realizar-se – anualmente – os cursos de formaçãomissionária, durante os quais aos participantes era feito o convite do PMSF.

Os candidatos ao PMSF teriam que se preparar, através de alguns passos:

1º Passo: Eles deveriam estar inserido e comprometido na comunidade (paróquia ou/e diocese) de seu lugar;

2º Passo: Deveriam participar do Curso de formação (que, normalmente, se realizava no mês de janeiro);

3º Passo – Obrigatoriamente, deveriam se encontrar para uma experiência de vida comunitária. Esta experiência seria feita em situações de missão em algumas comunidades do Regional NE 5 (concretamente: Pastos Bons, Bacabal).

Todas essas exigências se manifestaram muito oportunas, pois a realidade que os missionários encontrariam em Moçambique se revelou muito desafiadora. Não faltaram as dificuldades, internas à própria equipe nem as dificuldades que o lugar, cultural e socialmente diferente, apresentou às equipes missionárias.

O Projeto foi conveniado com o bispo de Lichinga para durar 12 anos, permitindo assim o revezamento de quatro equipes (cada equipe ficaria no período de três anos). O início se deu no ano de 1998! E o término é previsto para o fim de 2010.

Permanece sempre ponto fixo o envolvimento das comunidades-dioceses que enviam e da diocese que recebe: a idéia mestra era de que a missão seria assumida pelas dioceses dos dois Regionais Regionais, pois os missionários vão como  “enviados”…  dessas igrejas.  Eles/as vão testemunhar e anunciar a Boa Nova do Reino vivda na igreja de origem, prestando a máxima atenção à caminhada das comunidades que acolheriam os missionários.

Desde sempre, o PMSF exigia o compromisso financeiro para o sustento dos missionários… Dom Franco contou, no início, com a colaboração de benfeitores de fora… Mas, ao mesmo tempo, as dioceses estavam empenhadas em depositar uma ajuda mensal (equivalente ao salário mínimo). 

Características da missão (a partir de nossa realidade de igreja no NE): 1) contato direto com o povo, preferencialmente, os mais marginalizados, promovendo a vida…; 2) oferecendo o testemunho de vida em comunhão; 3) nos moldes dos pobres de bens materiais, mas ricos da fé em Jesus Salvador…

A missão tem também retorno: os missionários que forem ao campo, Moçambique, poderão retornar em nossas comunidades (que os enviaram) para partilhar as experiências vividas por lá. Não é sempre fácil esta troca/partilha da missão! Mas, é só assim que a Missão faz crescer a fé das igrejas que enviam.

pe. primo silvestri, missionário comboniano

 

 

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